Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • Zigzag Play
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RDP África - RTP
  • Programas
  • Informação
  • Desporto
  • Podcasts
  • Vídeos
  • Programação
  • + RDP África
    Apoios Contactos

NO AR
PROGRAMAÇÃO já tocou
Imagem de Brutalidade do Estado e negação governamental
África em Destaque 8 dez, 2025, 12:59

Brutalidade do Estado e negação governamental

Imagem de Brutalidade do Estado e negação governamental
África em Destaque 8 dez, 2025, 12:59

Brutalidade do Estado e negação governamental

Num discurso proferido durante a semana passada, Daniel Chapo referiu-se às denúnicas de violações de direitos humanos cometidas pelas Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado, classificando-as de “desinformações” e de “manipulação da opinião pública”. Não obstante os relatórios não serem conhecidos, o Presidente da República sustenta-se nas investigações realizadas pela Comissão Nacional de Direitos Humanos e pela PGR que, segundo o mesmo, “demonstraram de forma clara e inequívoca que essas violações não constituem verdade”. 

Esta reacção de Chapo enquadra-se numa longa tradição do governo em Moçambique de negação da violência do Estado central sobre a população. No tempo colonial, massacres e abusos cometidos pela tropa colonial (como Wiriyamu ou Inhaminga) foram na época negados pelo governo, não obstante as repercussões internacionais que chegou a ter Wiriyamu , agravando o isolamento do regime.

No pós-independência, os assassinatos de dezenas de divergentes políticos em M`telela foram mantidos em segredo durante anos. A violência nos centros de reeducação ou os massacres cometidos pela tropa governamental sobre as populações, foram geralmente negados ou atribuídos à Renamo, ela própria com amplo histórico de violência e destruição.

Já após o Acordo Geral de Paz o governo adoptou uma atitude evasiva sobre as causas da morte de dezenas de apoiantes da Renamo nas prisões de Montepuez ou de Monjincual. Os massacres cometidos pela Unidade de Intervenção Rápida sobre garimpeiros nas minas de Montepuez ou as cargas policiais em Moatize e Inhassunge foram geridas sob o signo do silêncio. Durante as mais recentes manifestações pós-eleitorais, inúmeros vídeos demonstram elementos da Unidade de Intervenção Rápida a disparar sobre manifestantes, como se de tiro ao alvo se tratasse, em plena capital do país e perante jornalistas internacionais.

Durante o conflito em Cabo Delgado a Human Rights Watch ou a Amnistia Internacional documentam violações do direito internacional humanitário, incluindo crimes de guerra, por todos os intervenientes no conflito. Jornalistas como Alex Perry descrevem o massacre de dezenas de cidadãos nas áreas em redor da península de Afungi, onde está localizado o projecto Mozambique LNG. No terreno, inúmeras aldeões e até elementos da Força Local relatam abusos cometidos sobre as populações, realizados quer pelos insurgentes que por elementos das forças de defesa e segurança. O vídeo de um assassinato de uma mulher nua, pelas costas, por parte de indivíduos falando em português do centro e Sul de Moçambique, trajando uniforme das FADM, terá constituído um dos episódios mais embaraçosos para o governo de Moçambique, prontamente negado pelas autoridades. O conflito está repleto de atitudes brutais de elementos das FDS, geralmente mal preparados para enfrentar uma guerra de guerrilha, eles próprios também vítimas do conflito. “Excesso de zelo” tornou-se o eufemismo utilizado para designar a brutalidade do Estado sobre as populações.

Imagem de Opinião de...João Feijó (Moçambique),

Opinião de...João Feijó (Moçambique),

"Brutalidade do Estado e negação governamental"

Mais Episódios

Pode também gostar

Imagem de As perspectivas para 2026 e Os desafios da Educação nos PALOP

As perspectivas para 2026 e Os desafios da Educação nos PALOP

Imagem de “Crise energética em STP: incompetência ou falta de visão estratégica?”

“Crise energética em STP: incompetência ou falta de visão estratégica?”

Imagem de “Processos Políticos Disfarçados de Processos Crime”

“Processos Políticos Disfarçados de Processos Crime”

Imagem de Nação PALOP…novo programa RDP África

Nação PALOP…novo programa RDP África

Imagem de Comando Militar faz fuga em frente

Comando Militar faz fuga em frente

Imagem de Ataque dos EUA à Venezuela – As implicações globais

Ataque dos EUA à Venezuela – As implicações globais

Imagem de 2026: o ano das grandes decisões em STP

2026: o ano das grandes decisões em STP

Imagem de “África na Nova (Des)ordem Internacional”

“África na Nova (Des)ordem Internacional”

Imagem de O Estado matou Luís a sangue frio

O Estado matou Luís a sangue frio

Imagem de Direita e Esquerda

Direita e Esquerda

PUB
RDP África - RTP

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RDP África
  • Aceder ao Instagram da RDP África
  • Aceder ao YouTube da RDP África

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Contactos
  • Frequências
  • Programas
  • Podcasts
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026