O mau tempo continua a assolar Moçambique, com o registo de pelo menos 103 mortos nos últimos dois meses. Milhares de casas ficaram total ou parcialmente destruídas e mais de cem mil pessoas foram afetadas em várias regiões do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém o alerta vermelho para a ocorrência de chuvas fortes no sul do país.
Face à gravidade da situação, o Conselho de Ministros ativou o alerta vermelho para todo o território nacional, devido às cheias e inundações que se registam um pouco por todo o país, anunciou o porta-voz.
Inocêncio Impissa alertou ainda as populações que vivem ao longo da bacia do rio Umbeluzi, na província de Maputo, para abandonarem as zonas baixas até às 15 horas locais.
O porta-voz do Conselho de Ministros garantiu que não haverá contemplações na retirada forçada das populações que se encontram em zonas de risco, sobretudo nas regiões centro e sul de Moçambique.
Declarações de Inocêncio Impissa no final da sessão extraordinária do Conselho de Ministros, que decorreu hoje em Maputo.
Perante este cenário, o Presidente de Moçambique anunciou a deslocação imediata de equipas multissectoriais para as zonas críticas das regiões centro e sul do país.
Na abertura da sessão extraordinária do Conselho de Ministros, Daniel Chapo lembrou que é quase inevitável que Moçambique seja afetado por fenómenos climáticos extremos.
O chefe de Estado admitiu ainda dificuldades no resgate de dezenas de pessoas que permanecem sitiadas, mas assegurou que estão a ser envidados todos os esforços para salvar vidas.