O INGD, Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres, prevê um cenário difícil nos próximos dias, devido às chuvas persistentes que continuam a cair em Moçambique e em países vizinhos.
Face à situação, o organismo apela às populações que vivem em zonas consideradas de risco, para que procurem locais seguros, de forma a evitar perdas humanas.
A reportagem é do correspondente da RDP África, Órfeu de Sá Lisboa.
O INAM, Instituto Nacional de Meteorologia, alerta que a província de Sofala vai continuar a registar chuvas moderadas a localmente fortes esta terça-feira. Ainda assim, prevê-se uma ligeira melhoria do estado do tempo a partir de amanhã, segundo a delegada do INAM naquela província, Rosita Fernando.
Apesar dessa previsão, o ministro da Agricultura, Mito Albino, mandatário do Conselho de Ministros para a assistência à província de Sofala, alerta para a necessidade de manter uma permanente vigilância, tendo em conta a situação das bacias hidrográficas dos rios Búzi e Púnguè.
A província de Sofala enfrenta uma das fases mais críticas da atual época chuvosa, marcada por cheias destrutivas e descargas atmosféricas. Mais de 115 mil pessoas já foram afetadas. Em apenas três meses, estradas, escolas, redes elétricas e habitações sofreram danos significativos.
Milhares de famílias abandonaram zonas de risco e procuraram refúgio em centros de acomodação. Os distritos de Búzi, Nhamatanda, Machanga e Caia continuam em alerta máximo.
Na África do Sul, as autoridades continuam a lidar com as consequências de uma semana de chuvas intensas que provocaram cheias mortais nas províncias de Limpopo e Mpumalanga.
O Presidente Cyril Ramaphosa visitou as zonas afetadas e admitiu falhas no sistema de alerta, defendendo uma resposta mais eficaz face às alterações climáticas. As autoridades sul-africanas preveem a continuação da chuva, embora com menor intensidade, como dá conta o jornalista Germano Campos.