A mulher e uma familiar do ex-presidente da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló, foram constituídas arguidas num processo de contrabando e branqueamento de capitais. Isto acontece depois de também ter sido aplicado o termo de identidade de residência a um colaborador muito próximo do ex-presidente. A informação, avançada pelo Jornal Público, já foi confirmada pela RDP África junto de fontes oficiais, jornalista Constança Latour.
Dinisia Embaló, a mulher do ex-presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e uma outra familiar foram constituídas arguidas por suspeitas de contrabando e branqueamento de capitais.
No mesmo processo, está também envolvido um homem muito próximo do presidente deposto, conhecido como Tito Gomes Fernandes, que foi inicialmente detido, mas que já se encontra em liberdade, sujeito a termo de identidade e residência.
Foi também esta a medida de coação aplicada às duas familiares do chefe de Estado deposto. Isto significa que todos os arguidos ficam agora obrigados a indicar uma morada às autoridades e a informar o tribunal sempre que se ausentem por mais de cinco dias.
O caso remonta à madrugada de domingo, quando a polícia judiciária e a autoridade tributária encontraram cerca de 5 milhões de euros em dinheiro vivo a bordo de um jato privado proveniente da Guiné-Bissau.
As autoridades continuam a apurar a origem e o destino do dinheiro apreendido.
Constança Latour – Jornalista RDP África