Está para nascer na próxima semana, oficialmente, “Coletivo das Jovens Palestrantes”.
Visando mudar paradigma sobre monopólio de fala, do poder de falar sobre os diversos problemas nacionais, inclusive problema das meninas pelos homens, numa espécie de patriarcado, o coletivo pretende mudar, na Guiné-Bissau, radicalmente esta realidade.
Reivindicam, de acordo com o coletivo, o poder de fala, pois, este está dominado pelos homens, nos espaços e lugares diferentes. A semelhança do que acontece em África e um pouco por toda parte, os homens detém monopólio de fala, são eles quem falam da economia, da política, da educação, da governação, da agricultura e até mesmo sobre os problemas das jovens raparigas. Esta realidade que também carateriza a sociedade guineense, tem as causas e consequências,
Causas, falta de políticas públicas a nível da educação que permita acesso e permanência das meninas na escola, incentivo delas a participarem dos espaços dos debates públicos, etc.
Consequências, as jovens não conseguem uma Advocacia justa e merecida sobre os seus problemas, suas necessidades, não conseguem criar e manter uma agenda própria sobre as questões que lhes interessam, perdem o lugar e poder de falar sobre os seus problemas.
A sociedade guineense conta mais de 50% da sua população feminina, contudo, este número não está representado no espaço público e nos lugares da tomada das grandes decisões.
É nesse sentido que o coletivo vai trabalhar, com finalidade de tomar, usando uma expressão conhecida, lugar de fala, para serem elas a agendar e pautar os seus problemas e assim como participar dos debates públicos, ocupando este espaço, essencialmente dominado pelos homens. É visível que o espaço público na Guiné-Bissau é totalmente dominado pelos homens, por isso, a criação deste coletivo poderá sim fazer grandes mudanças na realidade social, política, económica e cultural.