Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • Zigzag Play
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RDP África - RTP
  • Programas
  • Informação
  • Desporto
  • Podcasts
  • Vídeos
  • Programação
  • + RDP África
    Apoios Contactos

NO AR
PROGRAMAÇÃO já tocou
Imagem de Comemora-se 61º aniversário de Amílcar Cabral na ONU
África em Destaque 18 dez, 2024, 08:36

Comemora-se 61º aniversário de Amílcar Cabral na ONU

Imagem de Comemora-se 61º aniversário de Amílcar Cabral na ONU
África em Destaque 18 dez, 2024, 08:36

Comemora-se 61º aniversário de Amílcar Cabral na ONU

Re)imaginar a Guiné-Bissau através da expertise Diplomática de Amílcar Cabral constitui a urgência de invocar a memória coletiva de uma nação forjada na luta. Pois, é nesse pendor da consciência histórica, que o país, pelos exemplos da construção das nações livres se compromete, sem deixar se levar aos obscurantismos, imaginar o seu presente, revelar a semente que manifesta constantemente no imaginário guineense. O dilema a que se prende a Guiné-Bissau, requer vencer a amnésia sobre expertise Diplomática de Amílcar Cabral, por isso a necessidade de celebrar/trazer o significado do Iº discurso de Amílcar Cabral na ONU.   

Num mundo complexo, caraterizado por maniqueísmo político e diplomático que grassava o mundo pós II guerra mundial, em que muitos povos, animados pela ideia da liberdade (independência política) e emancipação política, muitas lideranças se destacaram por defender com clareza e coragem a ideia da independência total dos povos. Dentre estes líderes, destacou-se a figura de Amílcar Cabral– defensor fiel das independências africanas, nomeadamente da Guiné-Bissau e Cabo-Verde (e das causas mais nobre da ONU), e, com forte e significativa apoio para as causas das independências de Angola, Moçambique e São Tomé Príncipe, fundando a CONCP- Conferencias das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas e FRAIN-. Frente Revolucionária Africana para Independência Nacional das Colonias Portuguesas. 

Colocar termo fim ao colonialismo e fascismo português, construir nações livres e povos independentes, permitir que, marchando com os próprios pés, a construção duma nova, coesa e forte sociedade, que se possa realizar e viver o seu velho e antigo sonho de séculos- liberdade. 

Aliás, dizia Amílcar Cabral, 

“O que quer o povo africano é ter e citamos, a sua própria expressão política e social, mas nós chamamos isso a independência, quer dizer, a soberania total do povo, no plano nacional e internacional, para construir ele mesmo, na paz e na dignidade, a custo do seu próprio esforço e sacrifico, marchando com os próprios pés, guiados pela própria cabeça, o progresso a que têm direito, como todo os outros povos do mundo”. (trecho do discurso de final do ano, 1973) 

Com o objetivo claro e compreendendo a necessidade de desencadear uma ofensiva diplomática e estratégica, Cabral percorreu o mundo, conversou com tendências políticas e ideológicas (NATO e Varsóvia), Instituições Globais, Atores e Movimentos Progressistas, privou com Olov Palme (famoso primeiro ministro sueco), Senghor (Primeiro presidente do Senegal), Basil Davinson (o Socialista e Progressista), com Jeane Martin Cissé (importante Diplomata da Republica da Guinee), Papa Paulo VI, com Fidel Castro, Ahmed Sékou Touré, e, por fim, ao mais alto nível, no dia 12/12/1962, fez chegar à tribuna das Nações Unidas à voz dos povos da Guiné-Bissau, na IV Comissão da ONU, encarregada para discutir a questão do direito da autodeterminação dos povos. 

Volvidos 61 anos, decidimos recuperar o histórico discurso de Amílcar Cabral na ONU, para a partir do mesmo, pensar em como se pode (re) imaginar uma nova Guiné-Bissau através duma Diplomacia consistente e responsável. Não obstante os tempos conturbados, a Guiné-Bissau continua a ser portadora de um legado Diplomático valioso, o que temos feito desse legado já é um outro debate. Deve-se recordar, sempre, que a Guiné-Bissau é um exemplo de como uma Diplomacia séria e responsável pode fazer nascer um país mesmo em contexto de muita complexidade ideológica. Pois bem, ainda que os tempos e ventos são turvos, é preciso as vezes lembrar.  

Por último, ficam estas questões?   

 Como a engenharia Diplomática engendrada por Amílcar Cabral pode servir-nos duma espécie de Soft power, no processo de relançamento da Diplomacia guineense?  

 O que fazer com toda experiência, legado Político e Diplomático de Amílcar Cabral?  

 Por último, quem (ou grupo) será portador e continuador duma deriva Diplomática que não precisava se apresentar? 

Carlos Lopes tem razão quando afirma de que, na Diplomacia Internacional, o que conta mais do que tudo, é a construção de confiança. Parece óbvio, para que a Guiné-Bissau volte a ser aquele país que foi no limiar da independência, o mundo precisa voltar a ter confiar na Guiné-Bissau, mas, como fazer isso? Parece que não há tantas voltas a dar, vai ser preciso voltar ao Cabral, em concreto, a sua dinâmica e modus faciendi Diplomático, adaptando as novas dinâmicas e realidade da atualidade. Aliás, isto era Cabral- adaptar as ações, decisões às realidades concretas.  

Em suma, foi graças ao seu prestígio e expertise diplomática, que construiu a tal de confiança diplomática, senão, perguntamos: 

– Que Estado ou nação no mundo, credenciou os Embaixadores horas após a proclamação do Estado? Obs.: Ainda nas matas, no caso, em Boé.  

Ps. De seguida, logo de imediato, mais de 70 países reconheceram à independência da Guiné-Bissau. 

Isto é mais do que a demonstração de confiança Diplomática. Isto é Cabral.

Imagem de Opinião de...Tamilton Teixeira (Guiné-Bissau),

Opinião de...Tamilton Teixeira (Guiné-Bissau),

Celebra-se o 1º Discurso de Amílcar Cabral na ONU em Bissau.

Mais Episódios
 

Pode também gostar

Imagem de Tragédia de Bafatá

Tragédia de Bafatá

Imagem de Populismo e Habitat

Populismo e Habitat

Imagem de Fragilização dos serviços públicos

Fragilização dos serviços públicos

Imagem de Portugal e a Imigração – A diplomacia das terras raras

Portugal e a Imigração – A diplomacia das terras raras

Imagem de Crise energética em STP: até que enfim, temos uma luz ao fundo do túnel!

Crise energética em STP: até que enfim, temos uma luz ao fundo do túnel!

Imagem de RDP África inicia comemorações dos 30 anos com “Os Dias da Rádio”

RDP África inicia comemorações dos 30 anos com “Os Dias da Rádio”

Imagem de Quem será próximo SG da ONU?

Quem será próximo SG da ONU?

Imagem de Quem é o Bad Bunny da Política Cabo-verdiana?

Quem é o Bad Bunny da Política Cabo-verdiana?

Imagem de As desigualdades Norte – Sul em Moçambique

As desigualdades Norte – Sul em Moçambique

Imagem de Imigração: os casos do Ruanda e do ICE Presidenciais portuguesas

Imigração: os casos do Ruanda e do ICE Presidenciais portuguesas

PUB
RDP África - RTP

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RDP África
  • Aceder ao Instagram da RDP África
  • Aceder ao YouTube da RDP África

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Contactos
  • Frequências
  • Programas
  • Podcasts
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026